O contexto profissional e social em que estamos inseridos tem, como uma de suas
características, o estabelecimento de relações amplas e generalizadas, que
muitas vezes tiram do foco a dimensão de valores essenciais à formação da pessoa no mundo dos negócios, Esse cenário, em muitos casos, leva a implicações nas inter-relações do mundo do trabalho.
Atender
as demandas externas e internas da empresa, com excessivas pautas, manuais e processos de trabalho meramente burocráticos e conflitantes entre si. Somados a necessidade de convivência de vaidades pessoais (não profissionais) geralmente materializadas na mesa ao lado, pode ser um tanto quanto difícil.
Vivemos
em um tempo marcado por “incertezas” e “inseguranças” sociais e econômicas,
aprofundada por uma crise política que assombra toda a sociedade. Estamos em
meio a um cenário no qual se faz necessária a urgência de uma retomada daquilo
que é fundamental à vivência do ser humano em sociedade, bem como a ação de
lideranças que se coadunem para a superação dos desafios atuais e para a
promoção dos “valores” essenciais à vida.
O “valor” ao qual me refiro tem o sentido de virtude, força, excelência no mundo profissional, essas “virtudes são desejos, hábitos e ações que
geram o bem nos planos pessoal e social. São disposições ou inclinações dos
indivíduos, orientados para fazer o bem e que se aperfeiçoam como hábito.
Naturalmente, declarações e boas intenções não bastam. Virtudes apenas existem
se forem praticadas” (REGO et al, 2013).
Se não há virtude nas relações
profissionais, certamente não haverá liderança, mas tão somente, uma relação de tolerância
baseada nas competências de cada função e que despreza toda e qualquer ação colaborativa,
dificultando e impedindo o potencial criativo das atividades de trabalho e consequentemente
a rentabilidade da Instituição.
A
valorização profissional se faz necessário como um movimento de gerenciamento
atento à construção de relações com os colaboradores. Esse processo deve
reforçar a identidade de uma liderança baseada em virtudes, não no rigor. e que tenha
o poder como um grande aporte constitutivo relacional e institucional,
sobretudo porque, “para ser um líder virtuoso, é preciso usar devidamente o
poder, sem cometer abusos. Porém, o poder sem virtuosidade também gera fragilidade”
(REGO et al, 2013), e essa fragilidade geralmente se materializa em perda de
capital intelectual e de força de trabalho qualificada capaz de potencializar
resultados.
Ao longo
das últimas décadas, diversas escolas de administração promoveram a formação de
líderes focados em resultados com controles de metas e de satisfação do cliente
externo. Pouco foi observado quanto às consequências e o impacto desse emaranhado de processos sobre os liderados. Estudos recentes na área trazem um alerta pois, informam que perfis de líderes que buscam a todo custo o crescimento dos resultados
financeiros e institucionais, em detrimento das pessoas e dos valores que
compõem a organização em suas diferentes áreas e funções resultam em uma real
probabilidade de obtenção do insucesso, seja esse em curto, médio ou longo
espaço de tempo.
Desenvolver
processos de gestão cuja liderança sirva como inspiração aos colaboradores e,
ao mesmo tempo, promover a vivência das virtudes, uma vez que estas são fontes
das quais mais podemos prover resultados positivos, certamente é um dos grandes
desafios para a formação e atuação dos líderes de hoje. Essa construção consolida-se
em promover uma gestão humanizada, a qual visa
dentre outras ações: manter o bom convívio entre as pessoas e possibilitar concomitantemente,
o alcance de melhores resultados organizacionais.
Todos nós
precisamos de lideres capazes, que motivem e despertem o prazer em trabalhar por
uma causa e/ou por uma razão que gere retorno positivo para o mundo que nos
cerca. O trabalho só faz sentido, quanto pautados nesses alicerces.
Marcio Portilho - Especialista em Gestão Estratégica em Recursos Humanos e em Docência em Educação Profissional, pela Faculdade SENAC, Bacharel em Ciências Contábeis, pela UNIEURO e em Licenciatura em Ciências Sociais, pela Universidade Católica de Brasília.
Atuo como Consultor e Professor nos Curso de Administração, Contabilidade,Gestão em Recursos Humanos, Gestão Pública, Gestão em Segurança Privada e Gestão em Marketing.
Leciono ainda, nos cursos Técnicos em Contabilidade, Secretariado, Aprendizagem e de Formação inicial e continuada nas Disciplinas: Contabilidade Aplicada I e II, Legislação Trabalhista Aplicada, Escrituração Fiscal, Ética Profissional, Introdução ao Controle Financeiro, Matemática Aplicada e Estatística, Web Marketing, Análise de Risco Corporativo, Legislação Trabalhista e Empresarial, Sistemas de Operação em Recursos Humanos, Plano de Negócios, Modelos de liderança e Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais, Contabilidade, Planejamento Tributário, entre outros.