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terça-feira, 1 de março de 2016

Seu pior pesadelo sobre Rollemberg se tornou realidade

Me estranha o fato de um governo tão fraco e arrastado na condução da gestão dos recursos financeiros e humanos só pensar em "OS" para a saúde, educação, e por aí vai.

A OS - Organização Social - é uma qualificação, um título, que se outorga a uma entidade privada, para-estatal, sem fins lucrativos, para que ela possa receber determinados benefícios do Poder Público (dotações orçamentárias, isenções fiscais etc.), para a realização de seus fins, que devem ser necessariamente de interesse da comunidade.

Com esse título, é possível celebrar um Contrato de Gestão, um modelo de administração pública que pretende ser mais eficiente. Será?

Claro que não, pois o fato de “...recursos orçamentários e bens necessários ao cumprimento do contrato de gestão, mediante permissão de uso, com DISPENSA de licitação; cessão especial de servidores públicos, com ônus para a origem; e dispensa de licitação nos contratos de prestação de serviços celebrados entre a Administração Pública e a organização social (Lei n. 8.666/93, art.24, XXIV); já nos fazem crer que a nossa maturidade política brasileira, em especial ao do DF, provavelmente se materializará em vantagens a aqueles que estão no comando da administração pública, e não ao cidadão comum que necessita desses serviços essenciais.

Uma coisa é ter além dos hospitais já existentes E SOMARMOS os serviços de outras instituições, inclusive OS.
Outra coisa é USAR A ESTRUTURA PÚBLICA JÁ EXISTENTE, DESMANTELA-LA ao ponto de destroçar a SUA FORÇA DE TRABALHO em DETRIMENTO DO APARELHAMENTO DE UMA OS que usufruirá dos RECURSOS PÚBLICOS EM NOME DE UMA ADMINISTRAÇÃO MAIS EFICIENTE.

Se forem eficientes como dizem, administrem um hospital particular. 

Liderança: Expectativas e realidade


O contexto profissional e social em que estamos inseridos tem, como uma de suas características, o estabelecimento de relações amplas e generalizadas, que muitas vezes tiram do foco a dimensão de valores essenciais à formação da pessoa no mundo dos negócios, Esse cenário, em muitos casos, leva a implicações nas inter-relações do mundo do trabalho.
Atender as demandas externas e internas da empresa, com excessivas pautas, manuais e processos de trabalho meramente burocráticos e conflitantes entre si. Somados a necessidade de convivência de vaidades pessoais (não profissionais) geralmente materializadas na mesa ao lado, pode ser um tanto quanto difícil.
Vivemos em um tempo marcado por “incertezas” e “inseguranças” sociais e econômicas, aprofundada por uma crise política que assombra toda a sociedade. Estamos em meio a um cenário no qual se faz necessária a urgência de uma retomada daquilo que é fundamental à vivência do ser humano em sociedade, bem como a ação de lideranças que se coadunem para a superação dos desafios atuais e para a promoção dos “valores” essenciais à vida.
O “valor” ao qual me refiro tem o sentido de virtude,  força, excelência no mundo profissional, essas “virtudes são desejos, hábitos e ações que geram o bem nos planos pessoal e social. São disposições ou inclinações dos indivíduos, orientados para fazer o bem e que se aperfeiçoam como hábito. Naturalmente, declarações e boas intenções não bastam. Virtudes apenas existem se forem praticadas” (REGO et al, 2013).
Se não há virtude nas relações profissionais, certamente não haverá liderança, mas tão somente, uma relação de tolerância baseada nas competências de cada função e que despreza toda e qualquer ação colaborativa, dificultando e impedindo o potencial criativo das atividades de trabalho e consequentemente a rentabilidade da Instituição.
A valorização profissional se faz necessário como um movimento de gerenciamento atento à construção de relações com os colaboradores. Esse processo deve reforçar a identidade de uma liderança baseada em virtudes, não no rigor. e que tenha o poder como um grande aporte constitutivo relacional e institucional, sobretudo porque, “para ser um líder virtuoso, é preciso usar devidamente o poder, sem cometer abusos. Porém, o poder sem virtuosidade também gera fragilidade” (REGO et al, 2013), e essa fragilidade geralmente se materializa em perda de capital intelectual e de força de trabalho qualificada capaz de potencializar resultados.
Ao longo das últimas décadas, diversas escolas de administração promoveram a formação de líderes focados em resultados com controles de metas e de satisfação do cliente externo. Pouco foi observado quanto às consequências e o impacto desse emaranhado de processos sobre os liderados. Estudos recentes na área trazem um alerta pois, informam que perfis de líderes que buscam a todo custo o crescimento dos resultados financeiros e institucionais, em detrimento das pessoas e dos valores que compõem a organização em suas diferentes áreas e funções resultam em uma real probabilidade de obtenção do insucesso, seja esse em curto, médio ou longo espaço de tempo.
Desenvolver processos de gestão cuja liderança sirva como inspiração aos colaboradores e, ao mesmo tempo, promover a vivência das virtudes, uma vez que estas são fontes das quais mais podemos prover resultados positivos, certamente é um dos grandes desafios para a formação e atuação dos líderes de hoje. Essa construção consolida-se em promover uma gestão humanizada, a qual visa dentre outras ações: manter o bom convívio entre as pessoas e possibilitar concomitantemente, o alcance de melhores resultados organizacionais.
Todos nós precisamos de lideres capazes, que motivem e despertem o prazer em trabalhar por uma causa e/ou por uma razão que gere retorno positivo para o mundo que nos cerca. O trabalho só faz sentido, quanto pautados nesses alicerces.


Marcio Portilho - Especialista em Gestão Estratégica em Recursos Humanos e em Docência em Educação Profissional, pela Faculdade SENAC, Bacharel em Ciências Contábeis, pela UNIEURO e em Licenciatura em Ciências Sociais, pela Universidade Católica de Brasília.
Atuo como Consultor e Professor nos Curso de Administração, Contabilidade,Gestão em Recursos Humanos, Gestão Pública, Gestão em Segurança Privada e Gestão em Marketing.
Leciono ainda, nos cursos Técnicos em Contabilidade, Secretariado, Aprendizagem e de Formação inicial e continuada nas Disciplinas: Contabilidade Aplicada I e II, Legislação Trabalhista Aplicada, Escrituração Fiscal, Ética Profissional, Introdução ao Controle Financeiro, Matemática Aplicada e Estatística, Web Marketing, Análise de Risco Corporativo, Legislação Trabalhista e Empresarial, Sistemas de Operação em Recursos Humanos, Plano de Negócios, Modelos de liderança e Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais, Contabilidade, Planejamento Tributário, entre outros.